Beth Beli
Percussionista, cantora, regente e mestra de bateria, iniciou sua carreira artística em 1987, tendo como referência musical as grandes Escolas de Samba de São Paulo.
Em 1993, participou da Banda-Lá, primeiro grupo afro de São Paulo. Em 1995, entrou para a Grande Companhia de Mystérios e Novidades, dirigida por Ligia Veiga, onde atua até hoje. Nesta companhia, especializou-se em arte circense e teatro de rua, apresentando-se na Alemanha, Itália, Espanha, França, Eslovênia, Colômbia, Suíça e Portugal. Em 1996, criou a Banda Mulheres de Ilú, junto com sua parceira Girlei Miranda, desenvolvendo um rico trabalho de pesquisa dos sons afro-brasileiros e africanos, bem como releituras de músicas e poemas consagrados. Atuou como percussionista de companhias teatrais de São Paulo, tais como, Uzina Uzona (Teatro Oficina) dirigido por José Celso Martinez Corrêa, atuando nos espetáculos Hamlet e Bacantes e no Núcleo de Pesquisa Teatral sob a direção de Cibele Forjat, no espetáculo Galileu Galilei. Tem participação especial em gravações de músicos consagrados, como Ceumar, Rita Ribeiro, Zeca Baleiro, Laura Finochiaro e a banda de rock P.U.S, comandada por Siang. Nos 15 anos de existência do Bloco Afro Oriashé, foi a responsável pela regência, arranjos e grande sucesso deste bloco no carnaval de SP. Desde 2002, como arte-educadora tem se dedicado a ensinar a arte de tocar tambores e instrumentações contemporâneas às crianças da periferia de São Paulo, nos projetos Avisa-lá, patrocinado pelo Departamento de Desenvolvimento Humano do Pão de Açúcar e no Projeto Arte Despertar da comunidade do Bairro do Morumbi (Paraisópolis), patrocinado pelo hospital Albert Einstein. Ao longo do ano de 2004, desenvolveu o projeto Literatura Percussiva - música e poesia, realizado em escolas e universidades em parceria com a atriz Mafalda Pequenino. Paralelo às atividades acima, dirige o Bloco e Banda Ilú Obá de Min, onde desenvolve oficina de percussão de rua com 50 mulheres, mostrando este trabalho pelo Brasil afora.Como regente e mestra, ensina a todas as mulheres, além dos toques do tambor, o valor histórico e cultural de nossa raiz afro-brasileira.
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Adriana Aragão
Percussionista, vocalista, compositora, arranjadora e profunda conhecedora do Candomblé, ainda menina obteve a permissão para tocar os tambores sagrados Rum, Rum-pi, Lê.
Sua influência musical vem da família de origem nordestina e da própria religião. Aos 12 anos, já tocava atabaque. Começou na Umbanda (religião afro-brasileira) onde conheceu seu mestre Sidney, mais conhecido como Neguinho Ogã de Iansã, que lhe ensinou como deveria ser tocado um tambor sagrado. Quando completou 17 anos, foi para o Candomblé e passou a pesquisar com profundidade esta cultura, inclusive para entender mais sobre o seu próprio caso - uma mulher tocando tambor onde o mesmo não era permitido. Aos 23 anos, fez “o santo” (fazer o santo é uma expressão utilizada no Candomblé para identificar os iniciados nos seus fundamentos). ... Tenho minhas mãos abençoadas desde pequena, sou filha de Ogun com Obá e Xangô. Foi meu orixá quem deu a permissão para tocar nos rituais. Antes de fazer “o santo”, a primeira coisa que meu avô de santo fez foi cuidar das minhas mãos e do tambor que eu iria tocar. Foi feito um ritual para minhas mãos e para meu tambor... Seus zeladores de santo são: Mãe Dida de Xangô Agodô e Pai Alexandre de Erinlé. Iniciou suas atividades artísticas aos 16 anos, cantando na noite. Em 1990, foi vocalista grupo de samba Arte Final de Guarulhos. Em 1995, integrou a banda de mulheres Ó Terezinha e, em 1997, entrou para a banda Mulheres de Ilú , onde atua até os dias de hoje como vocalista, percussionista, compositora e arranjadora. No ano de 2000, foi convidada para trabalhar na companhia Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades do RJ da diretora Ligia Veiga, onde aprendeu arte circense e teatro dramático. Sua estréia foi com o espetáculo O TAO DO MUNDO, que ficou em cartaz por três meses no Rio de Janeiro. Em 2001, segue com a companhia para uma turnê pela Europa com o espetáculo NAVE LOUCA, A SAGA DE JORGE E PAJELANÇA. Participa até os dias atuais dos vários espetáculos realizados pela companhia. De 2002 a 2004, participou como diretora e segunda Mestra de bateria do Bloco Feminino Afro Oriashé. Em novembro de 2004, com a percussionista Beth Beli, deu ínicio às atividades do Bloco Afro Ilú Obá de Min – Educação, Cultura e Arte Negra, logo após a realização da Oficina de Tambores, ministrada por elas no período de setembro a nvembro. Paralelo a todos estes trabalhos, desenvolve projetos musicais como arte-educadora no Projeto Avisa-lá, da comunidade Jardim São Luiz - EGJ Fundação Julita (projetos patrocinados pelo departamento de Desenvolvimento Humano do Grupo Pão de Açúcar) e na Associação Arte Despertar da comunidade de Paraisópolis – Morumbi, mantida pelo Hospital Albert Einstein.
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Mazé
Cantora e percussionista vêm atuando em diversos grupos artísticos de São Paulo – Vésper Vocal, Abaçaí Cultura e Arte e Ilú Obá de Min, paralelamente ao seu trabalho na área de arte-educação e também como professora de Educação Física na rede particular e municipal de ensino.
Como cantora, já integrou vários grupos vocais, tais como: Cantolivre, Cantata Urbana, Trovadores Urbanos e atualmente faz parte do quinteto feminino Vésper Vocal, com quem já se apresentou nos principais espaços culturais de São Paulo e várias capitais brasileiras. O grupo lançou no inicio de 2004 o seu segundo CD “Ser Tão Paulista” pela CPC UMES, com direção musical de Magro Waghabi.
Com estes trabalhos, já dividiu o palco com músicos como: Marli Miranda, Duofel, Elza Soares, Roberto Menescal, César Camargo Mariano, Paulinho da Viola, Uakti, entre outros.
No ano de 95, começou a estudar percussão e atualmente é percussionista e cantora do Núcleo de Música da Abaçaí Cultura e Arte com direção de Ari Colares.
De 2002 a 2004, participou do Bloco Afro Oriashé, dando continuidade aos trabalhos percussivos na Banda de Percussão Feminina ”Ilú Obá de Min”. É mestra do naipe das alfaias.
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