Ilú na Mesa

Entendendo a necessidade de se criar espaços para discussões e reflexões em relação a questões que contemplam a diversidade da sociedade em que vivemos, como questões de gênero, raça e sexualidade;  a Sociedade de Arte, Cultura e Educação Ilú Oba De Min abriu espaço para as diversas  vozes que acreditam na possibilidade de mudança através da conscientização e exercício da cidadania. Esses encontros reflexivos acontecem em forma de oficinas e palestras ministradas por cidadãs e cidadãos comprometidos com a arte, cultura e educação. O projeto, Ilú na Mesa, também tem a intenção de proporcionar um intercâmbio cultural com países que exercem sua cultura através dos ensinamentos musicais. Para que tal intenção se materialize, convidamos pessoas da área de educação musical, teatral e literária para ministrar as oficinas reflexivas. Acreditando que a junção destas linguagens proporcionam a integração de um conviver pleno, o projeto acolhe mulheres de diferentes raças, orientação sexual e formação.

 
 
I ILÚ NA MESA
Educação e relações étnico-raciais e de gênero
 

Convidadas:

Denise Maria Botelho - Doutoranda pela USP, sub-coordenadora de Estudos e Pesquisas da Coordenação Geral de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC.
Edith Piza - Doutora em Psicologia pela PUC e pós-doutora pelo Instituto de Psicologia da USP. Autora do livro: “O caminho das Águas” (Editora EDUSP)
Maria Lúcia da Silva - diretora do Instituto AMMA Psique e Negritude e empreendedora social da Ashoka, psicóloga e psicoterapeuta especializada em trabalhos com grupos sobre os temas gênero e raça/etnia.É co-autora do livro “Gostando mais de nós mesmos” (Editora Gente).

 
 
II  ILÚ NA MESA 
"Arte-Educação: A posse da rua como possibilidade de intervenção cultural"
 

Convidadas:

Francis Negrão - Grafiteira e arte-educadora realizadora deoficinas de graffit em diversas instituições.
Ligia Veiga - Atriz e diretora da Cia Brasileira de Mystérios e Novidades, criada em São Paulo, em 1981, musicista, dançarina e eximia conhecedora da arte de se equilibrar na perna de pau, atuou durante 5 anos no Teatro Pirata - companhia italiana de teatro de rua. Em 1998, transfere a sede da companhia para a cidade do Rio de Janeiro, com a criação do Condomínio Cultural, no Largo de São Francisco, idealizado como "espaço aberto à experimentação, elaboração e apresentação de espetáculos de diversas companhias brasileiras de teatro, bem como a realização de projetos sociais e oficinas, cursos e workshops de artes cênicas.
Maria Ângela Rizzi - Mediadora: coordenadora do módulo comunidade, da associação Arte Despertar. Desenvolve um trabalho de arte cultura na comunidade de Paraisópolis desde 1998.


 
 
III  ILÚ NA MESA
"A presença africana na música brasileira"
 

Convidadas:

Maria Lúcia Montes - Antropóloga, professora aposentada da USP de Ciências Sociais e Antropologia. Coordenadora de pesquisa e colaboradora com diversos trabalhos na Pinacoteca do Estado e no Museu Afro Brasil. Coordenou "Negro de Corpo e Alma", exposição e livro. Participou da Expedição "São Paulo 450 anos", como antropóloga convidada
Renata Amaral - Musicista formada pela Universidade Estadual Paulista. Desde 1998 trabalha com o grupo A Barca. Como pesquisadora, desde 1991 viaja pelo Brasil formando um acervo com mais de 200 horas de gravação digital e 2.500 fotos de festas populares.É fundadora da associação brasileira de contrabaixo.

Foi realizada uma vivência com o Capitão da Congada de Santa Efigênia de Mogi das Cruzes em substituição à Capitã Gislaine (do mesmo grupo) impossibilitada de comparecer neste evento.

 
 
IV ILÚ NA MESA
Dançando entre África e Brasil
 

Convidadas:

Fanta Konatê - Guiné - Africa - Bailarina, pesquisadora e coreógrafa do Instituto África Viva, filha do Mestre Djembefolá Famoudou Konatê, teve sua formação nos Balés “Hamaná”, “Faretá", “Bolontá” e “Solei d´Afrique” na Guiné, trabalhou como coreógrafa e bailarina do Grupo Baratzil, professora do Teatro Escola Brincante de Antônio Nóbrega, arte-educadora das ONGs “Medecins Sans Frontiers” e “Enfants Refugiees du Monde” com adolescentes de rua e refugiados de guerra. Sua família é uma das mais representativas da arte tradicional Malinkê, da Região do Hamaná, nas savanas da Guiné.
Kiusam (Kiu) de Oliveira – Brasil - Mestre em Psicologia – USP, doutoranda em Educação – USP, Bailarina e coreográfa do Bloco Afro Ilú Obá De Min
Tica Lemos – Brasil - Mediadora: Bailarina, intérprete, pesquisadora em improvisação, diretora e professora do Estúdio Nova Dança.

 
 
V ILÚ NA MESA
Educação de terreiro: Os processos educativos e a oralidade nas religiões de matriz africana e afro-brasileira
 

Convidadas:

Yalorixá Mãe Dida de Xangô Agodô - Zeladora da Casa Abaçade Xangô, filha de santo de Manoel Papai, zelador do Sitio de Pai Adão, em Recife, presidente e fundadora da associação em prol dos idosos AMORH -Associação para Melhorias de Obras e Revitalização Humana e fundadora e presidente da FETUCAN -Federação Espírita de Templos Umbandistas e Candomblecistas de Guarulhos e Região.
Profa. Dilma de Melo Silva (ECA/USP) - Socióloga, livre docente, professora de Cultura Brasileira no Departamento de Comunicação e Artes da ECA/USP.Em 1989 obteve o título de Livre-docente com a dissertação Arte Afro-brasileira: origens e desdobramentos. Mantém laços estreitos com a África, pois trabalhou em Guiné-Bissau nas décadas de 70 e 80 e, atualmente, coordena intercâmbios entre universidades do Brasil e de Moçambique, entre outras atividades.
Em 2006 lançou o livro Arte Africana e Afro-brasileira juntamente com Maria Cecília F.Calaça pela Editora Terceira Margem.
Exibição do documentário: Dança das Cabaças - Exú no Brasil - de Kiko Dinucci
Documentário que investiga a religiosidade brasileira de raízes africanas. Depoimentos de religiosos, intelectuais, acadêmicos, babalorixás e yalorixás. Uma contribuição para uma melhor compreensão de um dos mais complexos e intrigantes orixás, Exú. Tema de interesse para adeptos, não adeptos e pesquisadores. O filme passa pelas diversas vertentes das religiões afro-descendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Dança das Cabaças-Exu no Brasil.

 
 
VI ILÚ NA MESA
Reflexões Literárias na voz de escritoras e ativistas
 

Convidadas:

Cidinha da Silva - Escritora e diretora do Instituto Kuanza. Autora de Ações Afirmativas em Educação: experiências brasileiras (Selo Negro Edições, 2003, 3a edição). Co-autora de Racismo e Anti-racismo na Educação: repensando a nossa escola (Selo Negro Edições, 2002, 4a edição), Racismo no Brasil (Peirópolis, 2002) e Rap e Educação, Rap é Educação (Selo Negro Edições, 1999). É autora de diversos artigos sobre relações raciais e de gênero publicados no Brasil, Uruguai, Costa Rica, Estados Unidos, Inglaterra, Suíça e Itália. Cada Tridente em Seu Lugar e outras crônicas (Instituto Kuanza, São Paulo , 2006) é sua primeira obra literária e foi pré-selecionado pela Fundação Biblioteca Nacional, RJ, para projeto de expansão de bibliotecas públicas por cidades do interior do Brasil. Tem contos e crônicas veiculados nos sítios: Viva Favela, Maria Mulher e Afropress, e publicados no jornal Irohin, nas revistas Palmares, Toques d’Angola, Roda – arte e cultura do atlântico negro e PUC Viva.
Maria Amélia de Almeida Teles
- Coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares desenvolvido pela União de Mulheres do Estado de São Paulo e Integrante da Comissão Especial da lei 10.726-2001, que visa indenizar os ex-presos políticos torturados. É autora dos livros: Breve história do feminismo no Brasil, em co-autoria com Mônica de Melo (Ed.Brasiliense,São Paulo ,1993), O que é violência contra a mulher (Coleção Primeiros Passos, Ed. Brasiliense, São Paulo , 2002), Os cursos de Direito e a perspectiva de gênero( Sergio Antonio Fabris Editor, Porto Alegre, 2006)e O que são direitos humanos das mulheres(Coleção Primeiros Passos, Ed. Brasiliense, São Paulo , 2006).

 
 
VII ILÚ NA MESA
Mulheres no Samba - Uma conversa entre o samba paulista e o baiano
 

Convidadas:

Nega Duda - Cantora e compositora do Bloco Afro e da Banda Ilú Obá De Min, baiana de São Francisco do Conde, cresceu ouvindo sua avó cantando para Cosme e Damião e outros Santos, sempre batendo na palma da mão e dançando. Sua maior influência musical é o samba de roda. Participou do grupo de dança Lindroamor, onde foi descoberta por um produtor francês e convidada para participar do Festival "Primavera dos Artistas" em Montpellier - França.
Fabiana Cozza – Cantora, jornalista e atriz, filha do lendário intérprete da Camisa Verde e Branco – Oswaldo Santos lançou seu primeiro CD "O samba é meu dom" em 2004, recebendo duas indicações ao Prêmio Tim 2005 - Melhor Cantora de Samba e Artista Revelação no Prêmio Rival-Petrobrás 2005.Como atriz e cantora participou de vários musicais, dentre os quais "Rainha Quelé", em homenagem à Clementina de Jesus.Em 2007 lançou o seu segundo CD “Quando o Céu Clarear” , com participações especiais de Dona Ivone Lara, Quinteto em Branco e Preto, Julio Pádron e Yaniel Matos. Neste trabalho ela afirma: ser ela ali, com o samba, os tambores, com a música que se faz no Brasil há muitos e muitos anos e que dialoga com outros lugares do mundo.
Claudete Pereira e Ana Rosa da Rocha – Moradoras de Mauá e integrantes do Samba Lenço, um grupo que existe a mais de 50 anos, cujo propósito é não deixar morrer o samba de origem africana, estas mulheres cresceram no samba e aprenderam com seus pais a tradição dos sambas do tempo da escravidão.

 
 
VIII ILÚ NA MESA
Tramas e letras: identidades femininas e negras nas Artes e na Literatura
 

Convidadas:

Heloisa Pires Lima - doutora em antropologia social é escritora de livros infanto-juvenis que priorizam personagens negras, desde 1995.Com a obra Histórias da Preta (1998, Cia das Letrinhas) ganhou reconhecimento por meio dos prêmios José Cabassa e Adolfo Aizen- UBE(1999) e a seleção pela FNLIJ e FBN para o Brazilian Book Magazine Publishing Co. Awarded with “highly recommended” seal, informative category. Tanto este como as duas publicações seguintes- O Pescador de Histórias (2005, Peirópolis) e A semente que veio da África (Salamandra, 2006) receberam o Selo Altamente Recomendável da FNLIJ.Com literatura voltada para o público adulto, Heloisa criou e foi a editora do Selo Negro Edições integrada ao Grupo Summus Editorial, entre 1999 e 2002. Já exerceu diversas consultorias pontuais para o Mec, entre as quais a coordenação da série televisiva- Repertório afro-brasileiro: entre o clichê e a pesquisa em sala de aula- dentro do programa Salto para o Futuro- TV Escola/ Mec- TV Educativa/RJ- Fundação Roquete Pinto.
Rosana Paulino- bacharel em gravura pela ECA-USP e especialista no tema pelo London Print Studio, de Londres. Atualmente é doutoranda em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo e foi bolsista do Programa IFP, da Fundação Ford, durante o período equivalente ao mestrado. Em seu trabalho tem como temática principal a discussão da posição da mulher, e principalmente da mulher negra, na sociedade brasileira. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, tanto no Brasil como no exterior, destacando-se entre elas In someone else´s skin, no Bard College de Nova York, Mulheres Artistas / Olhares Contemporâneo, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Trienal Poli/Gráfica de San Juan: América Latina y el Caribe, em San Juan, Porto Rico e IV Bienal do Mercosul, no Rio Grande do Sul. Possui obras nos seguintes museus: MAM - São Paulo, Museu AfroBrasil, Pinacoteca Municipal - Centro Cultural São Paulo, Fundação Cultural Cassiano Ricardo e na Universidade Federal de Uberlândia.