Candaces Rainhas Mães
(Carnaval 2011)

 

Ilú Obá Canta o Atlântico Negro
(Carnaval 2010)

Atravessar o Atlântico Negro não foi um ato espontâneo.
Nessa travessia violenta o povo negro foi arrancado de suas terras e colocado na canoa grande sem destino e sem saber o terror que iriam passar durante séculos.
 “A Escravidão não somente arrancaram esses africanos das suas terras natais, ela também quebrou suas estruturas sociais, destruiu suas organizações familiares, misturou suas etnias, para reduzir todos esses homens e mulheres, que tinham sido separados das suas civilizações, ao menor denominador comum: uma máquina de trabalho”
Apesar da condição escrava nas quais mulheres, crianças e homens negros foram trazidos para o Brasil, eles tornaram-se num dado momento, protagonistas do nascimento e crescimento da civilização brasileira, talvez a diversidade cultural mais bem sucedida do planeta.
O Brasil é sim o território cultural e político da Diáspora, terra onde se dialoga com os ancestrais e conservam-se cultos, mantêm-se os valores civilizatórios trazidos no porão dos navios e nos corações dos que vieram parar aqui e desconstruir o mito do não retorno.
Os laços que o Brasil tem e sempre terá com a África jamais serão cortados, porque temos uma vasta influência advinda dos nossos ancestrais, presente em nossas palavras, culinária, ciência, vestimentas, terreiros de candomblé, artes plásticas, dança, música, cânticos e rezas. São infinitas as culturas trazidas pelos povos Bantos, Yorubás, Nagôs, Fon, Gegês, entre outros.

A África está viva aqui no Brasil e no Mundo!

No carnaval 2010 o Ilú Obá De Min levará às ruas de São Paulo parte desta história, das referências de nossos antepassados africanos que sobrevivem dentro de cada brasileiro e brasileira, seja ele negro ou branco, homem ou mulher, adulto ou criança, ou mesmo que tenham outras ascendências.

No dia 12 de fevereiro estaremos juntos,  numa única voz,  um único corpo,  um único canto pois o Ilú Obá Canta o Atlântico Negro!
 

Raquel Trindade - A Kambinda
(Carnaval 2009)

Raquel Trindade Souza, a Kambinda, é a filha mais velha do grande poeta negro comunista Solano Trindade. Pintora, dançarina, coreógrafa, grande conhecedora da história e cultura afro-brasileira, é considerada uma das maiores griots (guardiões do conhecimento) vivas no Brasil. Fundadora do Teatro Popular Solano Trindade e da Nação Kambinda de Maracatu, sempre ministrou cursos e oficinas livres por todo o país, principalmente no Embu das Artes, onde segue enraizada. Casou-se oito vezes, amores que lhes deram três filhos - o compositor Vitor da Trindade, a artista culinária Regina Célia e a escritora dançarina Dadá, e sete netos de sangue (dentre os quais
o rapper Zinho Trindade e o percussionista Manuel). Adotou mais três netos de coração, todos artistas como o poeta e "secretário" para todas as horas Marcelo Tomé. Autora de Embu: Aldeia de M'Boy (Noohva América), atualmente ela administra o TPST e seus projetos, além de estar elaborando um novo livro sobre danças de origem bânto chamado Urucungos, Puítas e Quijenges.

 

A Xilogravura "Deixem as crianças brincarem" ou "Solano Trindade - O Moleque do Recife" de Raquel Trindade, ilustra o logo do carnaval 2009 criado pelo diretor de arte Fernando Santos, criador dos logos do carnaval do Ilú Obá De Min desde 2007.

 

Do Òrun ao Àiyé
(Carnaval 2008)

Uma das histórias da criação do universo religioso nagô, mantida viva pela tradição oral, conta que Olodumare, o deus supremo, também conhecido como  Olórun ou "Senhor ou Rei do Òrún", deu a responsabilidade da criação da terra, o Àiyé, à sua filha, a princesa Odùduà. Com a ajuda dos outros orixás, ela partiu para dar vida à um lugar onde antes nada existia. Teve a ajuda de Exu, o mensageiro. Ogum, senhor da guerra, foi abrindo os caminhos e indicando direções. O orixá Ossain levou as sementes das plantas para serem espalhadas pela terra; Oxossi, senhor da caça, se incumbiu de levar os alimentos e Oxum, preparou os mortais, os iaôs, para receberem, em seus corpos, os orixás. 

O Mito da criação da terra e da raça humana. A origem dos orixás. O nascimento dos preceitos da religião africana, o candomblé!

Essa é a história que o afoxé / Bloco Afro Ilú Obá de Min, que divulga as tradições percussivas, o canto e a dança  de matrizes africanas e afro-brasileira, a partir de oficinas de rua para mulheres, vai levar para as ruas do centro de São Paulo no carnaval 2008.  

Com o tema Do Òrún ao Àiyé o bloco sairá com cerca de 80 mulheres ritmistas, cantoras e corpo de dança que estarão, mais uma vez, cantando, dançando e tocando seus tambores  para celebrar a riqueza de nossa cultura.

Convidamos você para essa grande celebração pelas ruas da cidade!

 
O Panteão dos Orixás
(Carnaval 2007)

O Bloco Afro Ilú Obá de Min reverencia o “ PANTEÃO dos ORIXÁS”

O Bloco Afro Ilú Obá de Min tem a honra de levar para ruas do bairro do Bexiga, na cidade de São Paulo,  o tema do carnaval 2007: “O Panteão dos Orixás”.
 O Ilú Oba de Min saúda e reverencia este ano todas as divindades africanas e a complexidade do significado do sagrado aqui transposto para as cantigas, a dança e os toques dos tambores que aprendemos ao longo de nossa jornada nas Oficinas de Rua ministradas pelas mestras Beth Beli e Adriana Aragão.
Os tambores mais uma vez vão para as ruas da cidade de São Paulo, levando seu maior patrimônio: os ensinamentos herdados de nossos ancestrais.
Este ano são 75 mulheres tocando Alfaias, Djembes, Xequerês e Agogôs. Também tem a corte representando as divindades do Panteão dos Orixás e os elementos da natureza que movem o cosmo e faz circular as energias sagradas.  
Convidamos todos para participarem de nossa grande celebração que tem como maior objetivo levar alegria, harmonia e, principalmente, a possibilidade de, pelo ou menos por algumas horas, vivenciarmos o êxtase de estarmos unidos pelo elo do axé que cada um de nós carrega desde o momento de nosso nascimento.
Bem-vindos a Rua, a Rua do Ilú Obá De Min, a Rua de todos nós, a Rua que hoje abre suas portas e janelas para reverenciar o Panteão dos Orixás!

Clique aqui e veja o ponto riscado


Leci Brandão, Guerreira Verdadeira
(Carnaval 2006)

Nascida em Madureira, criada em Vila Izabel a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da Mangueira, LECI acima de tudo é uma batalhadora, lutou muito para conquistar seus espaços, vinda de família humilde, e a necessidade de ajudar no orçamento familiar, muito nova começou a trabalhar. Com quase 30 (trinta) anos de carreira artística, compôs, cantou, protestou e falou em nome das minorias, afinada com as questões sociais e raciais sempre que convocada quer por partidos de esquerda, sindicalistas, estudantes, índios, prostitutas, gays, movimentos de mulheres e principalmente o Movimento Negro, esteve presente, mesmo sabendo que este comprometimento poderia lhe trazer retaliações.

Artisticamente falando Leci hoje é uma vitoriosa conseguiu vários prêmios desde a Grande Chance de Flávio Cavalcanti , passando por Festivais de música, pelo Projeto Pixinguinha, Conquistou dois Prêmios Sharp, interpretou a personagem SEVERINA na novela Xica da Silva, dirigiu uma produção musical para a Tv Globo, é Comentarista de Carnaval da mesma emissora e também mostrou seu trabalho no exterior: França, Japão, Dinamarca, Angola, Estados Unidos, Cabo Verde e Cuba.

Pelo seu engajamento, participações e suas composições recebeu honrarias e títulos no Rio de Janeiro (Medalha Pedro Ernesto), São Paulo (Título de Cidadã Paulistana), Santa Catarina (Medalha Cruz e Souza), Alagoas (Comenda de Zumbi dos Palmares) , Mato Grosso (Título de Cidadã Matogrossense) São Bernardo do Campo/SP( Título de Cidadã São Bernardense), chegando ao Conselho Nacional dos Direitos da Mulher , Orgão do MINISTÉRIO DA JUSTIÇA e posteriormente a convite da Ministra Matilde Ribeiro a ser CONSELHEIRA da SEPPIR (Sec. Especial de Promoção Para a Igualdade Racial, pertencente à Presidência da República) , incluindo já o título de Cidadã Santista, que receberá em setembro/05.

LECI BRANDÃO DA SILVA, BRASILEIRA, MULHER NEGRA, DE ORIGEM HU-MILDE, AFIRMA QUE TUDO QUE SABE É DECORRENTE DA EDUCAÇÃO QUE RECEBEU DE SUA MÃE DONA LECY DE ASSUMPÇÃO BRANDÃO.

Osmar Costa
08/2005 - SP



Rainha Nzinga
(Carnaval 2005)

Nasceu em 1582 no Ndongo Oriental (atual Angola), filha de Guenguela Camcombe que era escrava Mbundo, Nzinga foi embaixatriz de Luanda durante o reinado do seu irmão que travou uma luta sem quartel durante 30 anos contra os portugueses, pela independência do seu povo. Com a morte de seu irmão, Nzinga torna-se Rainha de Ndongo e para enfrentar os portugueses forma a tríplice aliança com o rei de Congo e os holandeses.Com o compromisso de libertar Angola, Nzinga foi a personalidade mais importante de seu país e é reverenciada como sendo uma das inspirações do nacionalismo angolano.Numa ocasião, Nzinga discutiu com o governador de Luanda sobre um acordo de respeito à soberania do seu reino, expressando-se em língua portuguesa com habilidades diplomática e perfeição, ela causou um impacto psicológico que levou seu reino a conseguir uma vitória diplomática, sendo respeitada também pela estratégia que empregava e que se aproximava da moderna guerrilha.Essa tática influenciou os Quilombos de Palmares, já que os negros palmarianos eram foragidos de Pernambuco e Alagoas, região para onde foram trazidos os africanos de Angola.Nzinga morreu em 1663, mas no nordeste brasileiro sua imagem sobrevive na cultura negra, especialmente nos Congos e Congadas, aonde ela é a Rainha Jinga.o